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 no quarto ainda cinza da manhã que não clareou, ela ouve o som disforme da cidade que acorda, ruídos entrecortados pelas vozes de anônimos que parecem imunes aos monstros mecânicos da urbe, seus uivos, seus berros guturais, ora velozes ora sôfregos. a cidade parece um titã prestes a devorar qualquer poesia. então, distante, abafado pela teogonia mecânica da urbe, ela escuta o recital de um bem-te-vi. a poesia do dia foi salva.